terça-feira, 1 de novembro de 2011

Ela me perguntou o que eu faria em relação a isso.

-Nada. Eu me prometi que não vou fazer nada dessa vez.

E eu tenho tentado cumprir mais essa promessa.

domingo, 30 de outubro de 2011

eu demorei a aprender que o passado deve ficar no passado.
E agora eu acho que estou colhendo as consequências...boas ou não.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Escrevo pra saber como está a primavera por aí.

Aqui ela chegou bem diferente do que eu imaginava. Não está sendo fértil.
Mas, por outro lado, está sendo bastante renovadora.

Essa tem sido a palavra da nova estação: Renovar.
Acho que isso explica muita coisa. E conforta também.

Ainda não vi árvores carregadas de flores. Mas talvez seja cedo para querer isso.
O calor continua, aliás ele está cada vez mais forte. Estou com medo das consequências de uma chuva agora.
A gente se traumatiza. Da última vez choveram pedras e há estragos até hoje por aí.


Mas tá servindo pra eu entender o real significado da primavera.
É pra tirar o que não serve, como os pássaros que jogam fora os ovos com defeitos.
Como a fruta podre que cai, essas coisas.

Quando me disseram que a primavera era boa, não me disseram que era de um jeito inusitado.
Mas ser bom nem sempre significa ser agradável, é o que parece.

Espero que a primavera seja pra você um bom momento. 
Como o verão.
Que seja quente e segura.
E que seja doce, se possível.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Em casa, pensando, desabafando e falando demais numa sexta à noite!

Eu sempre quis ser mãe. Desde pequena, dentre todos os outros, esse era o único desejo que eu tinha certeza de que deveria realizar.
Se não fosse o bom senso e a incapacidade de procriar sozinha (além de outras coisas um pouco óbvias) eu teria tido um filho aos 12 anos!

Pois bem. Certeza infiltrada, só faltava agora crescer e esperar o tempo certo para poder engravidar.
Fui ficando mais velha a preocupação passou a ser: qual será a hora certa?

Me derreto e fico com cara de bobinha toda vez que vejo algum bebê na rua. Eu mesma fico parecendo uma criança.
Nos últimos meses, tive contato mais próximo com uma criança. E, olha...tudo o que eu tenho feito é repensar esse meu desejo antigo!!!

Sabe, eu não quero desencorajar ninguém de ser mãe. Longe de mim, aliás! Afinal, sem bebês no mundo, meus motivos para me derreter ficariam muito restritos!

Mas é que eu estou vendo o quanto é difícil. (E agradecendo por todas as tentativas anteriores terem sido frustradas!) Não que eu tenha desistido de ser mãe. Eu só estou pensando muito bem e pesando todos os pós e contras dessa árdua profissão.
Porque se fosse apenas ficar grávida (o que, depois de um tempo, também percebi que não é mil maravilhas. Mas essas partes ninguém conta...E isso pode ser assunto para outro post!), pois é...se fosse só a parte de ficar grávida aí chegava no nono mês e, sei lá...ganhávamos uma grande boneca falante com a qual teríamos que conviver por um mês e a bateria acabava, tudo seria mais fácil. (Mas bem mais sem graça também...imagina passar nove meses com uma criaturinha na barriga, criando laços e amores para no fim a boneca morrer sem uma boa pilha Duracell que não pode ser trocada??) 
Mas não, ter um filho é pro resto da vida. Mesmo: sem interrupções, sem férias, sem edições e nem sempre com trilha sonora.
Com isso eu percebo que não estou acostumada a fazer coisas que durem por muito tempo ou que eu planeje que dure. Eu não tenho um emprego fixo, eu acabo de decidir que quero que a faculdade acabe logo, eu escolhi uma profissão que provavelmente vai me transformar automaticamente em free lancer e eu não consigo nem me imaginar em um relacionamento que dure muito tempo. (Mais uma vez eu invento assunto para outro post). Com isso tudo, sem capacidade de ter estabilidade para a minha própria vida, às vezes sem ter como comprar um sorvete no calor por conta própria, eu me pergunto: COMO É QUE EU POSSO TER UM FILHO??

E é nessa hora que começam todas as crises sobre a vida. Será que vai ser assim pra sempre? Será que eu deveria ter escolhido outra profissão? Será que eu deveria ter aceitado aquele emprego e hoje, apesar de entediada, ter um bom salário fixo e estabilidade? Será que eu deveria ter feito um monte de coisas diferentes ou que deveria passar a fazer daqui pra frente?

É que a idade vem chegando (assunto recorrente por aqui!) e eu comecei a perceber que tem um monte de coisas que não podem mais serem deixadas pra depois. Aquela hora, que quando eu era criança estava tão longe, está aqui, na minha cara. E eu não posso mais imaginar que a hora de ser madura e responsável é daqui a muito tempo ainda...

Eu ainda me imagino sendo mãe. Eu ainda quero muito ficar grávida. Eu imagino formas de contar para o pai da criança.
Eu escuto por aí que colocar uma criança nesse mundo louco que estamos destruindo é uma loucura. Pode ser, mas tem muita criança querendo nascer e se não for por mim, o que não falta nesse mundo é mulher. (E aqui vem aquele meu sentimento de que as outras pessoas não fazer isso tão bem quanto eu e pego logo a responsabilidade para mim - sempre fui assim)
E...na boa? Eu não estou com muita vontade de deixar passar essa experiência!!

Ainda não sei se é melhor ter a idade mais próxima da do seu filho para ter capacidade de entender melhor a geração dele, ou se é melhor ter um filho sendo mais velha, pra ser mais madura e saber lidar com todas as coisas (também conhecidas como dificuldades). 
Ainda tenho certeza que passar dias e noites em claro para decifrar choros não é fácil. Sei que ter que ir trabalhar e deixar um pequerrucho em casa morrendo de saudades é menos fácil ainda. Conseguir educar, nem se fala. Saber conversar, convencer, ensinar, dar os exemplos certos...é tudo muito complicado e, às vezes eu penso, uma pura questão de entrega, de altruísmo, de renúncia. Levar pra escola, pagar as contas, consolar o fim do namoro, conseguir que ele(a) converse e confie em você, entender, ser entendido. Ir à colação de grau, ao casamento, ver os netos nascerem. Ajudar a criá-los...
Não é fácil. Ninguém disse que era.

Eu não quero me iludir - nem poderia - de que ser mãe é a oitava maravilha do mundo. 
Acredito que seja sensacional. Tenho certeza de que é impagável, insubstituível. Pessoal e intransferível!!
Sei de todas essas dificuldades.

E no fim, sendo bem sincera, não vejo a hora de descobrir que a hora certa chegou!!!

sábado, 23 de outubro de 2010



As palavras não foram feitas para encher quartos.
Foram feitas para que as pessoas se esvaziassem delas.

Essas palavras foram feitas para que eu me esvaziasse de mim.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

sábado, 2 de outubro de 2010

E a espera segue...

O fato é que eu não sei de nada, quer dizer...sei que existe uma possibilidade, mas ela ainda nem pode ser confirmada: Não tenho verdadeiros indícios.
Só sei que estou um bocado nervosa, apesar de dizer que não. Mas é que eu não evitei, sendo que poderia. Até evitei, mas deveria ter arranjado outro jeito e continuar evitando... =\ Jeito que não foi arranjado por, digamos, medo...ou sei lá. Sei que não queria passar mais uma vez por aquilo. (É muito ruim, diga-se) Sei que por não ter passado por essa coisa chata, posso passar por outra mais complicada.
Mas agora não tem mais jeitos a serem tomados.
Ou é agora que os jeitos têm que ser tomados, não sei bem...
Aí agora li o texto de uma amiga. E por muito, mas muito pouco mesmo não desabei a chorar.

Bom, hoje ainda não é o dia.
Esperemos então pelo dia certo. Até lá, eu descubro se devo esperar ou des-esperar.
Afinal, no meio disso tudo ainda há uma coisa importante a ser (des)esperada.

[Espero não desesperar um ano]


[Te estás equivocando / no puedes seguir inventando / que el mundo sea otra cosa / y volar como mariposa.]

sábado, 11 de setembro de 2010

A+B=C?

Os últimos dias têm sido muito férteis para pensar em amor.
Pra variar, né? É só o que eu faço, no final das contas...

Mas assim, fiquei pensando em quanta coisa nós perdemos ou nos privamos de sentir completamente, por medo e por seguir costumes idiotas. Esse pensamento tem sido recorrente e acho que eu vou acabar ficando louca se continuar com esse pensamento dialético todo o tempo. (Hilde tem razão)

As coisas não deveriam ser como são. Mas como realmente são, you know?

Poxa, o que pode haver de errado em me apaixonar por duas pessoas? Nada. Não se isso for de verdade.

As coisas naturais não são essas contra as quais a gente tem que lutar para conseguir viver em sociedade. Natural é aquilo que a gente sente e não sabe bem de onde vem, mas sabe que é real. Ou ao menos parece ser real. E para ser verdadeiro basta que você acredite.

Parece um pouco revolucionário. Mas é muito simples. As coisas são muito mais simples. Nossos sentimentos não deveriam ser tão complexados e nos deixar completamente embaraçados.

Tudo pode ser como é.
Mas as pessoas têm medo de dizer 'não quero'. E aí inventam o 'não posso'. E por aí vai.
Tudo só vai virando uma grande bola de neve...
Neve nada, isso foi uma péssima analogia: sentimentos são sempre muito quentes.

Nossa. Eu só estou piorando as coisas....



[E dou risada de um grande amor....Mentira]