-nada.
-essa não é voz de nada.
-ah.....
-tpm?
-também...é, pode ser isso!
-mas o que está acontecendo?
-nada, apenas queria estar a 600 Km de onde estou, com alguém que eu não conheço. Queria não estar na minha casa com as pessoas que estão nela, não estar fazendo as coisas que estou e ao mesmo tempo queria conseguir fazer o que preciso, mas não faço. Queria que o exame de direção chegasse logo mas no fundo, no fundo queria que demorasse mais um pouco afinal, desde uma semana antes do carnaval, a auto-escola tem sido parte importante do meu dia-a-dia....tem me ocupado. Sou preguiçosa mas gosto de fazer coisas, de ter compromissos e costumo ter dificuldade de fazer isso sozinha, fácil de perceber porque não consigo manter uma rotina de estudos. Compromisso comigo mesma é duro pra mim, ainda não aprendi a ter. Estou com uma vontade esquisita de chorar, que não tem sentido, não tem motivo mas está formando uma grande bola na minha garganta. Mas eu preciso cuidar da casa, dos cachorros e de uma criança de 3 anos. Não, a casa não é minha, os cachorros não são meus e muito menos o filho. E é exatamente isso que me irrita mais. Estou cansada e além disso pareço não ter uma vida social. Quase não vejo meus amigos, nem mesmo os da faculdade onde chego na hora da aula e saio correndo logo após o final. Estou prestes a me formar mas não faço a menor ideia do que fazer depois disso. Quando comecei a pensar nisso queria ir para São Paulo, depois resolvi ir para Curitiba. Esses dias surgiu uma conversa sobre um mestrado. Não sei se quero ficar por aqui apesar de não me importar em ficar no caso de uma pós-graduação. Quero sair logo daqui, logo da cidade, logo de casa. Quero ter algumas dificuldades para dar meus pulos e conseguir me virar. Em casa há muita facilidade. Às vezes uma facilidade até além do necessário. Mas entendo. Hoje eu consigo entender, ter uma visão mais clara sobre o que está acontecendo e, pra ser sincera, não me importo e estou aproveitando o quanto posso, da melhor maneira que consigo planejar no momento. Mas nada disso importa afinal. Nada disso faz muita diferença pois vou continuar fazendo as mesmas coisas nos próximos dias pois é o que é preciso e eu não tenho como fazer as pessoas voltarem antes do que elas querem. E é isso o que me irrita, é isso que me faz ficar nervosa e ficar cansada. Cansaço físico mas principalmente mental, cansaço das pessoas que insistem em achar que o mundo é ridiculamente diferente do que ele é. Ou do que ele parece ser, pelo menos pra mim. Mas a gente pode chamar isso de TPM mesmo, se você preferir.
sábado, 26 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
apenas que...
que acordei de mau humor.
o dia está frio, cinza e úmido.
e eu esqueci o que tinha pra dizer...
sábado, 3 de dezembro de 2011
Eu pensei muito tempo se você era a pessoa mais adequada para eu ter essa conversa. Provavelmente não é.
Provavelmente também, você não é a pessoa mais adequada para um monte de coisa mas mesmo assim eu escolhi você. Mesmo não achando que isso é sempre uma escolha - Há quem diga que sim, é uma escolha. Mas da emoção: Somos movidos pelo amor e pela necessidade de conforto. (Imaginar que somos guiados pela razão é um grande conforto para alguns).
Não é nada demais também. É só que me bateu uma insegurança danada. De repente. Você vai dizer que eu sou doida. Aliás, eu acho que você sempre diz que eu sou doida.
[Eu sou. E eu quero continuar sendo. Não queira me obrigar a não ser, por favor. Foi um caminho difícil até conseguir ser assim, não quero andá-lo de volta.]
[Eu sou. E eu quero continuar sendo. Não queira me obrigar a não ser, por favor. Foi um caminho difícil até conseguir ser assim, não quero andá-lo de volta.]
É que eu tava em casa ouvindo uns absurdos, o make-everything-ok.com não deu conta de fazer tudo ficar ok e nem eu consegui arrumar a configuração da minha percepção da realidade objetiva. É que eu pensei na loucura que estou prestes a fazer. Pensei em mim. Pensei em você. Pensei na gente e pensei em tudo a que estou me sujeitando. Pensei na minha memória - que ultimamente tem sido minha inimiga justamente por funcionar demais. Pensei na vida. E, pra variar, acabei insegura.
Eu tinha conseguido superar essa fase, mas hoje eu me senti simplesmente perdida. Sem saber o que fazer ou pelo menos ter certeza do que estou fazendo. Eu não sei o que esperar, eu não sei como me comportar eu nem mesmo sei o que dizer. Tem sido difícil falar. Ficou difícil falar com você depois que eu me vi medindo minhas palavras para não me (te) machucar.
Resumindo: estou com medo.
Eu não sei se este vai ser um dos bons aniversários da minha vida ou se simplesmente o pior dos piores...
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Pedido de ano novo
Esse ano, não vou pedir nada mirabolante de ano novo, já decidi.
Reveillon passado pulei sete ondinhas, bebi champagne, banhei-me na água do mar, estive com os amigos. Pedi várias coisas...(dizem que é um pedido por onda pulada, então eu segui a regra da superstição)
É incrível, vocês podem dizer que é coincidência...mas todos se realizaram. Não sei e não me importa muito, na verdade. Me importa que eu me diverti no dia e me importa que hoje eu estou alegre com as coisas que eu alcancei este ano, seja por mérito próprio seja por ajudinha-de-todos-os-santos!
Me lembro de ter pedido amor e esse acho que pedi mais de uma vez. Lembro do dinheiro. Lembro do sucesso. Lembro da felicidade. Lembro do sexo. Lembro de viagens.
Amor eu tive, desses de virar a cabeça, desses de se sentir amada de volta. Desses de ter orgulho por sentir e que ao mesmo tempo não te deixam saber o porquê de você ainda amar. Descobri faces novas dele. Descobri faces novas em mim. Cresci. Tive amor de amigo, muito e ainda...amizades cada vez mais fortes, mais sólidas mesmo quando não tão presentes. Reencontros. Novos encontros.
Quanto ao dinheiro devo dizer que não fiquei rica. Não fiquei mesmo!! Uma pena...mas tive dinheiro pra fazer várias coisas que eu queria. Viajei, comprei meu computador, comprei bobagens supérfluas, bebi com os amigos, dei presentes, não passei fome e me comuniquei (Coisas essenciais para o ser humano!!).
Se formos falar de sucesso como reconhecimento do grande público, eu definitivamente não tive. Mas obtive sucesso nos projetos a que me propus. A cena que eu fiz com meu grupo foi bem recebida. O espetáculo que eu fiz na faculdade foi muito bem aceito e continua gerando frutos e promete gerar até ano que vem. Sou elogiada no trabalho, ainda que ele não seja exatamente o que eu quero pra mim!
Felicidade eu nem preciso dizer que tive muitas esse ano. Alegrias e divertimentos também. Só de dizer que tudo isso aconteceu comigo, já é uma grande dica. E eu aprendi a tentar me divertir mais com as pequenas coisas, com as coisas nenhumas... Rir da desgraça depois que ela passa. E, algumas vezes, rir da desgraça enquanto lambe a nossa cara!
Um caso à parte é o sexo...para não ficar falando demais, devo dizer que me decepcionei um pouco mas fui recompensada!
Viajar é um dom que ninguém pode tirar de mim porque essa cabecinha aqui não é capaz de ficar quieta nem mesmo por um instante. Mas esse ano eu reconheci (fisicamente!rs) lugares dos quais eu não me lembrava direito, conheci lugares novos, pessoas novas, viagens novas.
Então, pensando que eu amei muito mas queria ter amado mais, tive dinheiro mas poderia ter feito ainda mais coisas com mais grana, tive sucesso mas algumas vezes não tanto quanto poderia ter tido, fui feliz mas chorei loucamente, transei mas não tanto quanto gostaria se pudesse, e viajei mas teria conhecido mais lugares....chego a uma única conclusão:
O QUE EU QUERO PRO ANO QUE VEM É CONSEGUIR FAZER AS COISAS ATÉ O FIM.
ATÉ O MÁXIMO QUE ELAS ME DEIXAREM FAZER.
Muito simples, mas nada fácil... quem sabe uma ondinha de piscina de plástico consegue substituir e ter a mesma força que o mar??! ;)
EVOÉ.
Reveillon passado pulei sete ondinhas, bebi champagne, banhei-me na água do mar, estive com os amigos. Pedi várias coisas...(dizem que é um pedido por onda pulada, então eu segui a regra da superstição)
É incrível, vocês podem dizer que é coincidência...mas todos se realizaram. Não sei e não me importa muito, na verdade. Me importa que eu me diverti no dia e me importa que hoje eu estou alegre com as coisas que eu alcancei este ano, seja por mérito próprio seja por ajudinha-de-todos-os-santos!
Me lembro de ter pedido amor e esse acho que pedi mais de uma vez. Lembro do dinheiro. Lembro do sucesso. Lembro da felicidade. Lembro do sexo. Lembro de viagens.
Amor eu tive, desses de virar a cabeça, desses de se sentir amada de volta. Desses de ter orgulho por sentir e que ao mesmo tempo não te deixam saber o porquê de você ainda amar. Descobri faces novas dele. Descobri faces novas em mim. Cresci. Tive amor de amigo, muito e ainda...amizades cada vez mais fortes, mais sólidas mesmo quando não tão presentes. Reencontros. Novos encontros.
Quanto ao dinheiro devo dizer que não fiquei rica. Não fiquei mesmo!! Uma pena...mas tive dinheiro pra fazer várias coisas que eu queria. Viajei, comprei meu computador, comprei bobagens supérfluas, bebi com os amigos, dei presentes, não passei fome e me comuniquei (Coisas essenciais para o ser humano!!).
Se formos falar de sucesso como reconhecimento do grande público, eu definitivamente não tive. Mas obtive sucesso nos projetos a que me propus. A cena que eu fiz com meu grupo foi bem recebida. O espetáculo que eu fiz na faculdade foi muito bem aceito e continua gerando frutos e promete gerar até ano que vem. Sou elogiada no trabalho, ainda que ele não seja exatamente o que eu quero pra mim!
Felicidade eu nem preciso dizer que tive muitas esse ano. Alegrias e divertimentos também. Só de dizer que tudo isso aconteceu comigo, já é uma grande dica. E eu aprendi a tentar me divertir mais com as pequenas coisas, com as coisas nenhumas... Rir da desgraça depois que ela passa. E, algumas vezes, rir da desgraça enquanto lambe a nossa cara!
Um caso à parte é o sexo...para não ficar falando demais, devo dizer que me decepcionei um pouco mas fui recompensada!
Viajar é um dom que ninguém pode tirar de mim porque essa cabecinha aqui não é capaz de ficar quieta nem mesmo por um instante. Mas esse ano eu reconheci (fisicamente!rs) lugares dos quais eu não me lembrava direito, conheci lugares novos, pessoas novas, viagens novas.
Então, pensando que eu amei muito mas queria ter amado mais, tive dinheiro mas poderia ter feito ainda mais coisas com mais grana, tive sucesso mas algumas vezes não tanto quanto poderia ter tido, fui feliz mas chorei loucamente, transei mas não tanto quanto gostaria se pudesse, e viajei mas teria conhecido mais lugares....chego a uma única conclusão:
O QUE EU QUERO PRO ANO QUE VEM É CONSEGUIR FAZER AS COISAS ATÉ O FIM.
ATÉ O MÁXIMO QUE ELAS ME DEIXAREM FAZER.
Muito simples, mas nada fácil... quem sabe uma ondinha de piscina de plástico consegue substituir e ter a mesma força que o mar??! ;)
EVOÉ.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Saudades pra quê?
Saudade é bom quando se consome e não quando nos consome.
Maldade apenas...Consumir-se em vão, sentir uma saudade que nunca vai se matar.
O objeto da saudade não existe mais, e há que se entender, há que se conformar.
Sentir saudade do que já não existe é pior do que sentir saudade de quem já foi...
Maldade apenas...Consumir-se em vão, sentir uma saudade que nunca vai se matar.
O objeto da saudade não existe mais, e há que se entender, há que se conformar.
Sentir saudade do que já não existe é pior do que sentir saudade de quem já foi...
"É estranho sentir saudade de algo o qual mal vivi ou evitava viver" (risos)
terça-feira, 1 de novembro de 2011
domingo, 30 de outubro de 2011
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Escrevo pra saber como está a primavera por aí.
Aqui ela chegou bem diferente do que eu imaginava. Não está sendo fértil.
Mas, por outro lado, está sendo bastante renovadora.
Essa tem sido a palavra da nova estação: Renovar.
Acho que isso explica muita coisa. E conforta também.
Ainda não vi árvores carregadas de flores. Mas talvez seja cedo para querer isso.
O calor continua, aliás ele está cada vez mais forte. Estou com medo das consequências de uma chuva agora.
A gente se traumatiza. Da última vez choveram pedras e há estragos até hoje por aí.
Mas tá servindo pra eu entender o real significado da primavera.
É pra tirar o que não serve, como os pássaros que jogam fora os ovos com defeitos.
Como a fruta podre que cai, essas coisas.
Quando me disseram que a primavera era boa, não me disseram que era de um jeito inusitado.
Mas ser bom nem sempre significa ser agradável, é o que parece.
Aqui ela chegou bem diferente do que eu imaginava. Não está sendo fértil.
Mas, por outro lado, está sendo bastante renovadora.
Essa tem sido a palavra da nova estação: Renovar.
Acho que isso explica muita coisa. E conforta também.
Ainda não vi árvores carregadas de flores. Mas talvez seja cedo para querer isso.
O calor continua, aliás ele está cada vez mais forte. Estou com medo das consequências de uma chuva agora.
A gente se traumatiza. Da última vez choveram pedras e há estragos até hoje por aí.
Mas tá servindo pra eu entender o real significado da primavera.
É pra tirar o que não serve, como os pássaros que jogam fora os ovos com defeitos.
Como a fruta podre que cai, essas coisas.
Quando me disseram que a primavera era boa, não me disseram que era de um jeito inusitado.
Mas ser bom nem sempre significa ser agradável, é o que parece.
Espero que a primavera seja pra você um bom momento.
Como o verão.
Que seja quente e segura.
E que seja doce, se possível.
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