quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ontem era feriado, mas não teve diferença.

Meu pé está doendo. Está tarde. Minha irmã transformou um simples convite num grande (e demorado) evento relâmpago. Hoje não relampeou. Não que eu visse. Amanheceu frio e chovendo. A previsão da manhã disse que ia fazer sol. Eu, claro, não acreditei no rádio. Eu estou com calor agora. Ouvi bastante música hoje. Oito horas de música. Ouvi música enquanto trabalhei. Estive lá o dobro de horas previstas. Nem um terço do necessário. Eu estou devendo horas.
Eu não uso relógio. Não sempre. Eu sempre estou com meu celular, mas estudo num prédio onde ele não funciona. Pelo menos só tenho quatro horas de aula por semana. Pelo menos estou de férias. Poderia falar a vontade no telefone, mas minha operadora parece ter se esquecido de mim. Eu tenho dois trabalhos pra fazer. E eles vão ficar pra última hora.
Chamo as disciplinas de matérias e a Faculdade de escola. Mas não tenho recreio. No tempo que eu tenho entre as aulas eu como alguma coisa. Eu gosto de cantar mas tenho vergonha de fazer isso em público. Já perdi pontos por isso.
Ao meu lado tem um homem falando de futebol. Estamos no metrô. Chegou um. As pessoas levantaram...mas era o que ia pro sentido contrário. Perderam seus lugares. Eu posso esperar mais. Não tenho pressa, estou esperando por aquele convite que virou evento.
E estou sentada.

domingo, 15 de novembro de 2009

Achei um texto antigo. Incrível como as coisas se repetem.

Eu falo muito
Eu falo de tudo. Mas
Eu não falo tudo!

As coisas que começo eu geralmente não acabo.
Acho que eu não gosto de fins.
[Só objetivos, por favor]


"Eu abro a porta para estranhos. Cumprimento"
"Eu quero aquilo que não tenho. Eu tenho tanto a fazer"

(13-05-09)

domingo, 8 de novembro de 2009

Tá...vc não quer me escutar, ou finge que não...mas eu não vou dizer em público o que deveria ser só pra você. Preciso te encontrar e ter coragem pra dizer tudo.
Mas antes de conseguir coragem, eu preciso te encontrar.
De verdade.

sábado, 7 de novembro de 2009

Relendo

Eu disse que haveria o quinto e talvez o sexto... E, de fato, houve.
O quinto esteve por aqui.
Poucos acreditaram, uns discordaram. Vários desdenharam.

Mas, na verdade, foi o quinto mais primeiro que existiu. O que perpassará.
O único com quem as conversas eram completamente verdadeiras, com quem eu me preocupava. E quando as preocupações eram com as coisas certas.
E eu lá me importo se é 10 ou 16?! Isso não é assim tão relevante!

Quando as conversas necessárias aconteceram nas horas devidas.
As conversas tinham até local marcado...! =)

Eu poderia falar mais um monte de coisas que me fazem pensar que todos os quatro deveriam ter tido algo de parecido (e que os próximos também deveriam...) mas prefiro parar por aqui.
Utopias não devem ser escritas.


[Mesmo assim, fico esperando e imaginando como será o sexto!]

Das chuvas que vêm de lá

Meu guarda-chuva também está na mochila: São Pedro não se cansou de repetir os dias de sol e chuva intercalados inesperadamente.
Ultimamente só chove quando eu não vejo, o que pode ser ruim...(mas nem sempre é).
Mas eu continuo esperando a chuva (eu e meu guarda-chuva). Eu sei que ela virá, por que eu sempre passo debaixo das mesmas nuvens escuras. Não por escolha, mas quando vejo já estou lá.
Repetindo as mesmas coisas. Por falta de engajamento, de paciência, de criatividade ou de gargalhadas, sei lá.


Dá muito trabalho viver.


[Depois de ler pesa-nervos]

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Então é isso!
Se é que isso quer dizer isso mesmo..
Se é que qualquer coisa disso faz sentido...
Se...
Dentre todas essas coisas...
Todas as que desejo sentir... (e as que sinto sem nem mesmo saber)
Existe uma vontade de te ver.

Eu tenho saudade.

Mas aquilo tudo (que eu teimo em disfarçar) te leva.
(E aquilo tudo que eu insisto em 'atuar') me faz deixar você ir.

Saudade, apenas.
(Era só isso que eu queria falar e era tudo o que eu tinha pra dizer)

[tibitando]

domingo, 11 de outubro de 2009

Descobri mais uma de minhas manias idiotas e irreparáveis.

Eu adoro enquanto elas são apenas manias, mas o problema é que elas sempre me machucam no final.

[báh pra mim]

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

¬¬´

[Desculpem a pieguice! Mas tudo o que eu faço nessa vida é tentar ser ... boa!]

Tem algumas coisas que nos fazem querer escrever.
(Tem coisas que martelam a nossa cabeça.)
Tem coisas que tiram completamente a nossa vontade, não só de escrever.
(Minha vó vai morrer)
Pra quê fazer teatro?
Coisa mais inútil, mais fulgaz. Mais...
Mais nada. É menos.
Representa toda a vontade humana de se exibir.
Nao melhora ninguém. Não salva nada. Não acrescenta.
Cultura cada um tem por si. Não precisa de ninguém dizer qual é a sua.
Aliás, se alguém tem que dizer qual é a sua cultura, ela não deve ser sua mesmo.
As pessoas ficam seguindo tradições. Seguem culturas.
Seguem inutilidades e futilidades que no fim das contas são a cultura do povo.
(Porque esse raio de palavra *cultura* insiste em perseguir?)
Ah, que se dane.
Que cada idiota siga a idiotice que lhe convier.
("Cada idiota com seu rabo preso")

Hoje assisti uma peça. Era linda. Os atores estavam sensacionais. Luz, música, espaço, tudo ok.
Texto muito bom. De tão lindo que estava tudo, doía.
Fazia pensar, fazia achar que nada do que você faz vai dar certo...
(E se, para ser bom, tiver que fazer mal? Eu não quero fazer mal às pessoas. Deixa elas continuarem no seu mundinho, submersas, sem ver mais nada, sem perceber qualquer coisa que mude. Ou que, pior ainda, não mude. É mais confortável. Não cansa. E eu não me importo que não se cansem - desde que estejam apáticas longe de mim...)
E não vai mesmo, afinal o que é dar certo?
(Não...não vai dar certo, tire seu cavalinho da chuva)
(sim, ele já morreu)
Ah...Tô começando a achar que nada faz muito sentido.
Nem tem um 'por quê'. (E não seria isso o motivo?)

Báh...Cansei desse teatrinho, podem abrir as cortinas e mostrar os bastidores, por favor.

["Out, out, brief candle!
Life's but a walking shadow, a poor player
That struts and frets his hour upon the stage
And then is heard no more: it is a tale
Told by an idiot, full of sound and fury,
Signifying nothing."- Macbeth]