quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Isso te interessa?


Eu queria que fosse fácil entender as coisas que acontecem.

As súbitas de-existências de entre-linhas mal resolvidas...

Hoje eu passei o dia pensando sobre o tanto que "o que nós falamos" difere do "o que nós queremos dizer". Não sei por que é assim, mas tá cheio de gente por aí que tá sofrendo (sem a parte dramática da coisa) simplesmente porque não sabe o quê que o outro tá querendo dizer no final das contas.

Será que o problema do mundo é apenas a comunicação? Eu falo e você escuta não necessariamente o que eu quis dizer...Eu escuto o que eu quero que você diga e aí num belo dia você grita pra mim tudo o que estava tentando dizer o tempo todo e eu me assusto. Eu me assusto porque aquele não era o jeito que você deveria ser, que eu queria que você fosse. Enfim, o você que eu criei pra mim.

O pior é quando o espaço entre a boca e as orelhas, que já é grande, é ultrapassado por uma distância ainda maior: os olhos e as orelhas...ler algo que alguém escreveu é realmente libertador: leia como quiser. Mas aí tem que explicar para o escritor que "amigo, não é bem assim...eu entendi de outra forma e gostei mais assim. Sou eu que estou interpretando agora...de resto, muito obrigada pelo belo texto"



" Eu posso dizer uma palavra qualquer, mas, uma palavra qualquer não interessa e eu pergunto: interessa à você tudo o que eu digo? E você me diz, alguém me diz, não exatamente, mas eu te escuto, eu posso te escutar e eu digo, então é preciso escolher as palavras certas, palavras bonitas, senão bonitas, sinceras, ao menos sinceras, não é todo dia que tem alguém disposto a ouvir o que a gente tem a dizer e você diz, alguém me diz, há coisas boas pra se dizer a alguém que queira ouvir" (Vida - Cia Brasileira de Teatro)

quarta-feira, 18 de julho de 2012


Eu nunca sei o que escrever quando sei que alguém lê meus textos.

Talvez por isso eu crie novos blogs, pra me esconder, pra fugir. Pra fingir pra mim mesma que criei um eu-lírico qualquer e que alguém vai acreditar nessa baboseira.
Que ninguém vai ficar sabendo do novo endereço e que, ao mesmo tempo, vão todos saber que no fundo estou louca para que leiam tudo e assim irão me dizer que leram apenas para elogiar. Caso contrário vão ficar de bico calado pois não é tão necessário assim acabar com o encanto da coleguinha.

Gosto de escrever. Não gosto de pensar que irão ler.
Não me entendam mal e continuem lendo (se é que alguém ainda faz isso!). Acontece a mesma coisa quando eu crio uma cena.

E, obviamente, eu quero que assistam minhas cenas.
Por favor venham ver =)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

"hate to say i told you so" ou "sobre o tempo"

de repente eu perdi o que ia escrever...
o Beirut que tocava na minha mais nova aquisição (uma caixinha de som) mandava que eu esperasse que as temporadas começassem, elas têm seu tempo.

Mas, me parece, a espera é um tanto mais longa do que eu imaginava.

Tudo tem sua hora, é certo. Tudo acontece em seu devido momento, já sei. O difícil é esperar esse momento chegar, quando as tentativas para que ele venha logo são inúteis.

Algumas coisas esperam de nós algo a mais de força que não se imagina a princípio.

Uma espera, uma volta, uma viagem que nunca chega, um trem que nunca parte. Uma tentativa frustrada. Duas.

Poderia ser cômico se não tivesse um quê de tragédia (acentuado por Elephant Gun que faz as vezes de trilha sonora).
Poderia ser trágico se disso dependessem vidas.
Poderia ser um tanto de coisa.

Mas no momento são perdidas.

As oportunidades perdidas. O tempo perdido. A deixa perdida.
A hora de entrar em cena que muda e leva com ela toda a estrutura do espetáculo.
Faz os atores perderem a paciência, perderem o sono, a saúde.
Faz os atores se perderem.

Estou o dia inteiro tentando me convencer de que o que tem que ser, será. E de que o que será, virá na hora que tiver que vir. Mas sem entender as coisas que vem depois da hora e modificam o percurso.

Mas...será que elas vieram depois da hora?
Será que existe "depois da hora"?



quinta-feira, 7 de junho de 2012

sábado, 26 de maio de 2012

-o que você tem?

-nada.
-essa não é voz de nada.
-ah.....
-tpm?
-também...é, pode ser isso!
-mas o que está acontecendo?
-nada, apenas queria estar a 600 Km de onde estou, com alguém que eu não conheço. Queria não estar na minha casa com as pessoas que estão nela, não estar fazendo as coisas que estou e ao mesmo tempo queria conseguir fazer o que preciso, mas não faço. Queria que o exame de direção chegasse logo mas no fundo, no fundo queria que demorasse mais um pouco afinal, desde uma semana antes do carnaval, a auto-escola tem sido parte importante do meu dia-a-dia....tem me ocupado. Sou preguiçosa mas gosto de fazer coisas, de ter compromissos e costumo ter dificuldade de fazer isso sozinha, fácil de perceber porque não consigo manter uma rotina de estudos. Compromisso comigo mesma é duro pra mim, ainda não aprendi a ter. Estou com uma vontade esquisita de chorar, que não tem sentido, não tem motivo mas está formando uma grande bola na minha garganta. Mas eu preciso cuidar da casa, dos cachorros e de uma criança de 3 anos. Não, a casa não é minha, os cachorros não são meus e muito menos o filho. E é exatamente isso que me irrita mais. Estou cansada e além disso pareço não ter uma vida social. Quase não vejo meus amigos, nem mesmo os da faculdade onde chego na hora da aula e saio correndo logo após o final. Estou prestes a me formar mas não faço a menor ideia do que fazer depois disso. Quando comecei a pensar nisso queria ir para São Paulo, depois resolvi ir para Curitiba. Esses dias surgiu uma conversa sobre um mestrado. Não sei se quero ficar por aqui apesar de não me importar em ficar no caso de uma pós-graduação. Quero sair logo daqui, logo da cidade, logo de casa. Quero ter algumas dificuldades para dar meus pulos e conseguir me virar. Em casa há muita facilidade. Às vezes uma facilidade até além do necessário. Mas entendo. Hoje eu consigo entender, ter uma visão mais clara sobre o que está acontecendo e, pra ser sincera, não me importo e estou aproveitando o quanto posso, da melhor maneira que consigo planejar no momento. Mas nada disso importa afinal. Nada disso faz muita diferença pois vou continuar fazendo as mesmas coisas nos próximos dias pois é o que é preciso e eu não tenho como fazer as pessoas voltarem antes do que elas querem. E é isso o que me irrita, é isso que me faz ficar nervosa e ficar cansada. Cansaço físico mas principalmente mental, cansaço das pessoas que insistem em achar que o mundo é ridiculamente diferente do que ele é. Ou do que ele parece ser, pelo menos pra mim. Mas a gente pode chamar isso de TPM mesmo, se você preferir.

terça-feira, 8 de maio de 2012

apenas que...


 que acordei de mau humor.
o dia está frio, cinza e úmido.
e eu esqueci o que tinha pra dizer...

domingo, 6 de maio de 2012

sábado, 3 de dezembro de 2011


Eu pensei muito tempo se você era a pessoa mais adequada para eu ter essa conversa. Provavelmente não é.
Provavelmente também, você não é a pessoa mais adequada para um monte de coisa mas mesmo assim eu escolhi você. Mesmo não achando que isso é sempre uma escolha - Há quem diga que sim, é uma escolha. Mas da emoção: Somos movidos pelo amor e pela necessidade de conforto. (Imaginar que somos guiados pela razão é um grande conforto para alguns).

Não é nada demais também. É só que me bateu uma insegurança danada. De repente. Você vai dizer que eu sou doida. Aliás, eu acho que você sempre diz que eu sou doida.
[Eu sou. E eu quero continuar sendo. Não queira me obrigar a não ser, por favor. Foi um caminho difícil até conseguir ser assim, não quero andá-lo de volta.]

É que eu tava em casa ouvindo uns absurdos, o make-everything-ok.com não deu conta de fazer tudo ficar ok e nem eu consegui arrumar a configuração da minha percepção da realidade objetiva. É que eu pensei na loucura que estou prestes a fazer. Pensei em mim. Pensei em você. Pensei na gente e pensei em tudo a que estou me sujeitando. Pensei na minha memória - que ultimamente tem sido minha inimiga justamente por funcionar demais. Pensei na vida. E, pra variar, acabei insegura. 

Eu tinha conseguido superar essa fase, mas hoje eu me senti simplesmente perdida. Sem saber o que fazer ou pelo menos ter certeza do que estou fazendo. Eu não sei o que esperar, eu não sei como me comportar eu nem mesmo sei o que dizer. Tem sido difícil falar. Ficou difícil falar com você depois que eu me vi medindo minhas palavras para não me (te) machucar.


Resumindo: estou com medo.


Eu não sei se este vai ser um dos bons aniversários da minha vida ou se simplesmente o pior dos piores...

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Pedido de ano novo

Esse ano, não vou pedir nada mirabolante de ano novo, já decidi.

Reveillon passado pulei sete ondinhas, bebi champagne, banhei-me na água do mar, estive com os amigos. Pedi várias coisas...(dizem que é um pedido por onda pulada, então eu segui a regra da superstição)
É incrível, vocês podem dizer que é coincidência...mas todos se realizaram. Não sei e não me importa muito, na verdade. Me importa que eu me diverti no dia e me importa que hoje eu estou alegre com as coisas que eu alcancei este ano, seja por mérito próprio seja por ajudinha-de-todos-os-santos!

Me lembro de ter pedido amor e esse acho que pedi mais de uma vez. Lembro do dinheiro. Lembro do sucesso. Lembro da felicidade. Lembro do sexo. Lembro de viagens.

Amor eu tive, desses de virar a cabeça, desses de se sentir amada de volta. Desses de ter orgulho por sentir e que ao mesmo tempo não te deixam saber o porquê de você ainda amar. Descobri faces novas dele. Descobri faces novas em mim. Cresci. Tive amor de amigo, muito e ainda...amizades cada vez mais fortes, mais sólidas mesmo quando não tão presentes. Reencontros. Novos encontros.

Quanto ao dinheiro devo dizer que não fiquei rica. Não fiquei mesmo!! Uma pena...mas tive dinheiro pra fazer várias coisas que eu queria. Viajei, comprei meu computador, comprei bobagens supérfluas, bebi com os amigos, dei presentes, não passei fome e me comuniquei (Coisas essenciais para o ser humano!!).

Se formos falar de sucesso como reconhecimento do grande público, eu definitivamente não tive. Mas obtive sucesso nos projetos a que me propus. A cena que eu fiz com meu grupo foi bem recebida. O espetáculo que eu fiz na faculdade foi muito bem aceito e continua gerando frutos e promete gerar até ano que vem. Sou elogiada no trabalho, ainda que ele não seja exatamente o que eu quero pra mim!

Felicidade eu nem preciso dizer que tive muitas esse ano. Alegrias e divertimentos também. Só de dizer que tudo isso aconteceu comigo, já é uma grande dica. E eu aprendi a tentar me divertir mais com as pequenas coisas, com as coisas nenhumas... Rir da desgraça depois que ela passa. E, algumas vezes, rir da desgraça enquanto lambe a nossa cara!

Um caso à parte é o sexo...para não ficar falando demais, devo dizer que me decepcionei um pouco mas fui recompensada!

Viajar é um dom que ninguém pode tirar de mim porque essa cabecinha aqui não é capaz de ficar quieta nem mesmo por um instante. Mas esse ano eu reconheci (fisicamente!rs) lugares dos quais eu não me lembrava direito, conheci lugares novos, pessoas novas, viagens novas.

Então, pensando que eu amei muito mas queria ter amado mais, tive dinheiro mas poderia ter feito ainda mais coisas com mais grana, tive sucesso mas algumas vezes não tanto quanto poderia ter tido, fui feliz mas chorei loucamente, transei mas não tanto quanto gostaria se pudesse, e viajei mas teria conhecido mais lugares....chego a uma única conclusão:

O QUE EU QUERO PRO ANO QUE VEM É CONSEGUIR FAZER AS COISAS ATÉ O FIM.
ATÉ O MÁXIMO QUE ELAS ME DEIXAREM FAZER.

Muito simples, mas nada fácil... quem sabe uma ondinha de piscina de plástico consegue substituir e ter a mesma força que o mar??! ;)


EVOÉ.