domingo, 17 de agosto de 2008

Gostinho de passado


No rádio o Samuel insiste em repetir: "Eu vou dizendo na sequência bem clichê: eu preciso de você...."
"De você quem? De quem que eu estou precisando agora?" Foi o que eu comecei a me perguntar.
Na verdade a pergunta deveria ser outra: eu estou precisando de alguém? Mas aí eu lembrei que eu preciso de pessoas, indiscutivelmente!
Eu agora precisava daqueles almoços super gigantes em família, sabe?
Típicos da época do natal. Típicos da Marina, ou do Roberto em Brasília, da minha infância principalmente!
Todos reunidos, não em volta de uma mesa gigante, que nunca houve espaço pra essa mesa por mais que a idéia dela existir já tenha ocorrido algumas vezes, mas espalhados pela casa, pelo quintal, pela rua até. Muita comida gostosa. A famosa batata recheada que sempre me faz lembrar o David. Lagarto: minha carne preferida. Arroz com milhões de coisas misturadas e o outro separado, pra mim que era fresca o suficiente para não comer todas aquelas milhões de coisas...nem ervilha, nem brócolis...Hoje escutamos de longe a notícia de um brócolis superfaturado, parece fazer parte do esquema de lavagem de dinheiro do governo. Mas não...é resultado somente de um solo pobre e implantável apesar da valiosa mata. E tudo está tão longe, todos se mudaram. A casa não está mais superlotada, não brigamos pela beliche maior, crescemos. Mudamos. Casamos. Trabalhamos. Estudamos. Às vezes trabalhamos E estudamos. Os mais velhos já têm seus filhos. E, à exceção do mais novo que tem apenas 32 semanas de gestação, eles já não são mais nenéns. Daqui a pouco casam e nos dão sobrinhos-netos. Não haverá uma grande diferença de idade entre meus filhos e seus primos em segundo grau.
Estamos espalhados por aí, pela grande casa...Uma no norte, uma no leste, uma que viaja várias vezes por dia pelos trilhos da cidade e um que não pára quieto no sudeste ou mesmo dentro dele. Eu continuo aqui. Alçando vôos diferentes, conhecendo pessoas diferentes. O que menos faço é ficar em casa, e quando fico, continuo interagindo com áreas distantes: as que imagino, as que leio, as que vejo pela internet e as que visito nos sonhos.
E a outra família, ou a continuação dela...se perdeu o contato verbal (o contato 'vibracional' digamos assim, não será perdido nunca). Não nos vemos mais como antes, não rimos, contamos piadas, nos encontramos no meio do caminho por acaso...Aliás, é necessário dizer que foi formada uma outra família agora, que torna possível um encontro casual no meio da tarde ou um convite relâmpago para uma caminhada no bairro, ou um sorvete na esquina, até mesmo para um cinema de última hora. Cinema mesmo, na mais inocente das suas definições. Uma outra que se chama para ir aos lugares, que se dá bolo, que some, que some e não avisa, que volta e continua de onde parou como se nada tivesse acontecido...e não aconteceu mesmo. Continua tudo igual, afinal de contas se trata de família e mais do que isso: uma família escolhida em vida, que envolve laços fortes, que resistem ao tempo e ao desgaste de ações infundadas. Voltam firmes, são fortes, se completam.
Eu precisava de um dia com TODOS os meus amigos de todos os tempos juntos, num grande almoço, numa festa, numa comemoração à vida. [Não por um dia, é claro, por que não chegaria perto de ser suficiente.]
Era desseS quemS que eu precisava afinal!

sábado, 16 de agosto de 2008

Vamos al Cine?

Hoje seria um dia perfeito para ir ao cinema.
Assistir a um bom filme, com direito a vários traillers bem bacanas no começo e a uma comidinha bem gostosa no final! Podia ser de comida oriental a Burguer king! Qualquer coisa ia ficar perfeita se hoje fosse dia de cinema.
Mas infelizmente, para mim e para uma grandessíssima parcela da população, há dias em que mesmo se querendo não se pode, ou não é legal, que se vá ao cinema.
Pena...pena mesmo.
[Além do mais eu precisaria de uma companhia bem legal, porque ir ao cinema sozinha é muito ruim e eu não sou obrigada!!]

Uma boa sugestão seria uma Comédia Romântica...combinaria muito com o clima de hoje! Nada de filmes de ação, nem de drama e muito menos de terror!

Mas, tudo bem, o cinema fica pra outro dia...como sempre, aliás.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

“Eu sou eu.
Você é você.
Eu não estou neste mundo para atender
Às suas expectativas.
E você não está neste mundo para atender
Às minhas expectativas.
Eu faço a minha coisa
Você faz a sua.
E quando nos encontramos.
É muito bom.”
(Pearls)

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Ôô, Seu Inconsciente...!

Ô Seu Inconsciente,
me vê aí um pouquinho de paciência!
É, Seu Inconsciente, aproveita e me traz ânimo também.
O quê? Não vai me dizer que acabou...
Só este restinho? Ah! Então embrulha pra mim e não deixa sobrar nem pó no fundo das vasilhas, heim?! Faça o favor, Seu Inconsciente!
Agora está bem, mas fique preparado que de tarde eu venho pegar coragem, alegria, um bocado de criatividade e aproveito pra devolver o sono que o senhor me emprestou semana passada!
Pagar?! Quem vai pagar o quê, seu pão-duro?
Bote aí na minha caderneta e mais logo acertamos.
Agora eu já vou indo que ainda tenho que dar um pulo lá na Dona Consciência ver o que ela quer comigo! Passar bem, Seu Inconsciente!

Vivemos em guerra

Sim. O mundo está em estado de sítio. Não faz sentido todos esses tiros, essas mortes inexplicadas, a violência, a displicência, a falta de coração e, acima de tudo, a grande veiculação e alarde que a mídia faz se não for por uma batalha mal - fundada.
Coloquemos pois, uma pequena bandeira branca na porta de nossas casas para anunciarmos que somos terreno neutro; instalemos um sinal sonoro anunciando a hora de dormir; treinemos nossos filhos para sobreviver em refúgios subterrâneos; aprendamos a atirar; mas principalmente, aprendamos a fechar nossas bocas e trancar nossas opiniões: Eles não têm lugar em meio a essa guerra distorcida na qual não se sabe mais quem luta pelo quê.
Precisamos tomar conta de nossos atos: a qualquer momento é possível que nos descubramos inimigos de nós mesmo

sábado, 2 de agosto de 2008

Hoje eu quero sair...só.

Se você quer me seguir
Não é seguro
Você não quer me trancar
Num quarto escuro
Às vezes parece até
Que a gente deu um nó

Você não vai me acertar
À queima-roupa
Vem cá, me deixa fugir
Me beija a boca
Às vezes parece até
Que a gente deu um nó
Hoje eu quero sair só...

Não demora eu tô de volta
Vai ver se eu tô lá na esquina
Devo estar!

terça-feira, 29 de julho de 2008


Pus um CD antigo de uma banda que eu gosto. Escutando as músicas, cantando junto eu comecei a me lembrar de como elas antes eram significativas e hoje só um ritmo bom. Aquelas letras mais apaixonadas [...super de direita conservadora...] que na época eu sonhava um dia escutar, esperava que alguém as dedicasse para mim: Um príncipe encantado num cavalo branco.
Ah se naquela época eu soubesse o que eu sei hoje!
Não acho mais tanta graça nas falas melosas nem acredito em pra sempres. Inclusive sei que encantamentos têm prazo de validade e prefiro os cavalos pretos. E que eles fiquem na fazenda!
Sou muito mais feliz agora que tenho um pé na esquerda radical sabendo que posso voltar a qualquer hora pra direita e manter meu livre acesso às duas alas [assim, bem vira-folha mesmo!]. Posso acreditar no que quiser sem me esquecer de que nada é de verdade!
Afinal de contas nada melhor do que um te amo pra sempre que se sabe mentiroso!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Para uma amiga que virou esposa ou Vice-versa

Sofrer não é chorar. Chorar não é sofrer.
Amar não é cantar. Cantar não é amar.
Rir não faz feliz. Rir não faz cantar.
Encanta, Ama,
Chora E ri!


Aproveita o choro ainda que não caiam lágrimas
E ria o riso porquanto ele for engraçado.
Amar não é assim tão importante quanto parece ser.
Portanto ama e deixa que o infinito
dure a eternidade de um segundo bem vivido.



domingo, 20 de julho de 2008

O essencial nunca muda

Em tudo, sempre: O essencial nunca muda.
É verdade....
Quando a gente quer que mude, continua igual.
Aquilo que todos acham que está diferente...continua igual.
Até a cor dos cabelos voltam ao original.
(não sei o porquê desse último comentário, talvez seja a bobisse de sempre que também não mudou!)
O que a gente sente, pensa, faz. Não muda. Nunca. Ou melhor, até muda, mas não radicalmente quanto possa parecer. O que acontece é que se faz agora o que sempre se quis mas nunca se fez. Basta.
O que os outros são, fazem. Não muda. Nunca. Muda o endereço, às vezes o nome, algumas vezes nem isso.
Isso algumas vezes é bom...outras vezes cansa.
Eu me canso.
O outro também.

Mas consolamos nosso cansaço juntos, e isso é muito bom!