sábado, 11 de setembro de 2010

A+B=C?

Os últimos dias têm sido muito férteis para pensar em amor.
Pra variar, né? É só o que eu faço, no final das contas...

Mas assim, fiquei pensando em quanta coisa nós perdemos ou nos privamos de sentir completamente, por medo e por seguir costumes idiotas. Esse pensamento tem sido recorrente e acho que eu vou acabar ficando louca se continuar com esse pensamento dialético todo o tempo. (Hilde tem razão)

As coisas não deveriam ser como são. Mas como realmente são, you know?

Poxa, o que pode haver de errado em me apaixonar por duas pessoas? Nada. Não se isso for de verdade.

As coisas naturais não são essas contra as quais a gente tem que lutar para conseguir viver em sociedade. Natural é aquilo que a gente sente e não sabe bem de onde vem, mas sabe que é real. Ou ao menos parece ser real. E para ser verdadeiro basta que você acredite.

Parece um pouco revolucionário. Mas é muito simples. As coisas são muito mais simples. Nossos sentimentos não deveriam ser tão complexados e nos deixar completamente embaraçados.

Tudo pode ser como é.
Mas as pessoas têm medo de dizer 'não quero'. E aí inventam o 'não posso'. E por aí vai.
Tudo só vai virando uma grande bola de neve...
Neve nada, isso foi uma péssima analogia: sentimentos são sempre muito quentes.

Nossa. Eu só estou piorando as coisas....



[E dou risada de um grande amor....Mentira]

domingo, 8 de agosto de 2010

Pre-cisões

E o caso é que eu pensava em escrever textos sobre minha viagem à Amazônia - conheci Manaus.
Mas aí eu cheguei em casa. Mas passei por vários e lindos Ipês Amarelos, um jacaré e uma lagoa antes disso!
Me deparei com inúmeros emails não lidos. Dos importantes, vários continham problemas. 
(ai, pra quê voltar à realidade?!)
Fui ao Chá da Aurora e vi uma barriga linda, uma família feliz e velhos amigos!
Matei algumas saudades no bar do FIT.
Mas hoje, em alguma das 4 horas e meia de espetáculo, eu tive muita vontade de falar sobre o amor.
E sobre o que se diz sobre isso. E sobre o que se pensa sobre isso. E sobre o que eu falo e penso.

Então cheguei em casa e parei em frente ao computador. Não sei mais o que quero escrever.




(Travei muito tempo até a última frase)

Eu nem sei o que penso do amor...

Acho que ele é um belo de um caderno brochurão em branco esperando cores e letras e cifras.
Pronto. Essa é minha definição de amor. Ele não tem definição.

Não consigo pensar em mais nada que faça sentido.

Afinal, não é preciso ter sentido. É preciso sentir.
(Mas sentir não deve ser preciso)


[Navegar é preciso, viver não é preciso]

O amor pode ser uma bonita foto que quase passa despercebida
e tem ruídos causados pelos instrumentos escolhidos.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Fases. (mais uma delas)

Às vezes é muito difícil escrever as coisas.
Eu, por exemplo, odeio escrever quando sei que alguém está lendo. Não importo de lerem o resultado. Mas o processo.
É assim com todo processo. Também não gosto muito quando me vêem construindo uma cena.
Não sei porque, só sei que é assim. No melhor estilo Chicó de ser.

Certas ocasiões fazem a gente (re)pensar muitas coisas.
Agora eu vejo que é hora de pensar na próxima geração.
Não, eu não estou pensando em ter filhos. 
(Aliás, cada vez que uma amiga próxima me diz que está grávida eu tenho a enorme impressão de que algo está errado. Talvez seja eu que ainda não percebi que cresci.)
A próxima geração em questão é minha mãe.

Eu não sei como ela vai reagir a tudo, no final das contas. Por experiência, parece que quando se perde os pais, velhinhos, e se tem os filhos já criados (ou quase), as coisas perdem o sentido.
Não se tem muito por quem fazer as coisas, por quem ficar forte, alguém que dependa diretamente da gente.
Acho que deve ser isso. Ou mais ou menos isso.

Por essa razão, eu quero ter a consciência de que eu sou a pessoa por quem eu mais tenho que lutar, ainda que não haja outras pessoas que aparentemente necessitem de mim.
Por outras razões eu escolhi que, se for pra viver até bem velhinha, que eu tenha bastante saúde, mas se for pra escolher entre as heranças genéticas disponíveis, quero Alzheimer.
Por esse motivo, devo começar uma poupança que garanta meus remédios caros quando eu não mais puder trabalhar.
(E também espero que até lá seja realmente descoberta a cura!)

Não quero viver pra sempre. Perder as pessoas que você ama uma a uma é muito difícil. 
Imagina você vivendo pra sempre e vendo todos indo embora?? Definitivamente não é o que eu quero.

Mas também, da mesma forma que não quero sofrer, também não quero fazer as outras pessoas sofrerem.
Não sei se meu(s) filho(s) terão a oportunidade de cuidar dos avós dele (pelo menos os maternos), coisa que eu farei questão que eles me ajudem, se puderem.
É importante que eles saibam, aprendam e se acostumem para quando for a vez deles de ensinar os filhos a cuidar de mim e do pai deles.

Talvez o melhor ensinamento que um pai pode dar seja como tratar seus avós e como cuidar deles quando eles passam a ser filhos novamente.

Durante esses dias eu tenho tido vontade de escrever várias coisas. Mas todas as ideias começam e logo se esvaem, talvez pelo vício do Twitter, talvez porque a cabeça está cheia de mais de outras coisas...talvez)
Agora que parei pra finalmente escrever, sai esse texto enorme e talvez sem muito sentido para quem o lê.

Nesses dias em que vejo, pouco a pouco (às vezes nem tão pouco assim) minha vó ir embora.
Nesses dias em que fico me recordando, diariamente, da morte do meu avô.
Nesses dias em que seria legal ter alguém pra conversar que não esteja também absorto em preocupações, mas que ao mesmo tempo aquela coisinha que fica lá dentro de mim e que só os amigos mais próximos conseguem enxergar e que me faz querer ser/parecer/sentir mais forte do que realmente sou e consequentemente falar menos de mim, não permite.
Nesses dias em que sensações estranhas passam por nós e pensamentos esquisitos se fazem presentes.

Ninguém sabe como têm-se que se sentir. Ninguém, aparentemente, pensa nisso.
"Tem-se que" qualquer coisa?

"Nada que "tem que" pode ser bom."

No final desse texto que parece não ter fim e que cada parágrafo parece ser o último.
No final desse ciclo em que cada dia parece ser o último e todas as energias se consomem como se não houvesse amanhã.

Eu nem sei mais o que fazer nem se tudo o que eu disse tem sentido.
Tenho uma cama num quarto transformado em hospital para dormir.
Ela me espera para arrumá-la com meus cobertores e travesseiro que a noite passada estiveram no sofá.
(Há uma linha tênue entre respeitar seus limites e ser covarde)
E tem coisas que simplesmente não se pode evitar.

Boa noite com desejo de sonhos bons e sono eficiente para todos. Menos para a enfermeira (mas não é nada pessoal, é claro!)

[Arrebatador / Vem de qualquer lugar / Chega, nem pede licença / Avança sem ponderar]

sábado, 22 de maio de 2010



[Não quero mudar você / Nem mostrar Novos mundos / Porque eu, meu amor, acho graça até mesmo em clichês.]

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Os pés paralelos as mãos no chão. A bailarina, a borboleta se espalhando no ar.
O ano que termina...

Na verdade eu só estou falando porque resolvi brincar. Eu sou assim, é o meu jeitão.

Ela não pensa, ela não quer pensar. Ela só quer conquistar o mundo

A mãe que nasce do outro lado da cidade.

E você, já se sentiu usada hoje?

A Ana é azeda mas muito doce quando é doce.

E no final das contas quem está errado é você....
Esse mundo é muito estranho mesmo.

If I was young I'd flee this town I'd bury my dreams underground.

Essa sou eu vendo as coisas se repetirem.
E apertando o Flash-Foward. 
(ou futuroblack como diria o Menca!!)

sábado, 15 de maio de 2010

Peripécias.

É isso aí.
A verdade é que a vida nos consome enquanto pensamos que nós é que temos o controle.
Armamos estripulias e no fim quem nos surpreende é ela.
É sempre ela.

["A vida passa, eu telefono e você já não atende mais. Será que já não temos tempo nem coragem de dialogar?"]

domingo, 2 de maio de 2010

Desentendimentos, coincidências e inconsciente coletivo

Um dia eu entendi errado um exercício para uma aula de teatro. E organizei um texto que seria apresentado com uma cena que eu não faço a menor ideia de como seria!

Mas o texto, que mistura Ricardo Reis, Carlos Drumond de Andrade e Eugene Ionesco é esse:


          A realidade é sempre mais ou menos do que nós queremos. Só nós somos sempre iguais a nós próprios.
Os deuses são deuses porque não se pensam.
          A cada dia que vivo mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, na força que não usamos ou na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento perdemos também a felicidade.
          Por isso, eu vou contar uma piada: "A raposa e a serpente". Certa vez uma serpente aproximando-se de uma raposa disse-lhe: "Parece-me que já a conheço". A raposa respondeu: "A mim também". "Então", disse a serpente, "me dá dinheiro". "Raposa não dá dinheiro" respondeu o ousado animal que para escapar pulou num vale profundo cheio de pés de framboesa e mel de galinha. A serpente já estava esperando, rindo com um sorriso mefistofélico. A raposa puxou a faca urrando: "Eu vou te ensinar a viver" Depois fugiu, virando as costas. Não conseguiu, a serpente foi mais esperta. Com um soco bem dado bateu na raposa, bem no meio da testa que se quebrou em mil pedaços, gritando: "Não, não! Quatro vezes não! Eu não sou sua filha!"




[Acho que a cena ia ser bem absurda!]















Só pra constar...o FireFox não é uma raposa numa queimada. É um panda vermelho, esse simpático aí do lado.