"Olha, eu estou te escrevendo só pra dizer que se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa. Talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou demais precipitado, que coloco em palavras todo o meu processo mental (processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado) e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir. Eu não queria que fosse assim. Eu queria que tudo fosse muito mais limpo e muito mais claro, mas eles não me deixam, você não me deixa" (Caio F. Abreu)
A vida é um jogo.
se você desiste de jogar perde.
Essas são as regras: isso se chama W.O.
Mas quando se aprende a jogar...o mundo passa a ser seu!!
domingo, 15 de fevereiro de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
À noite eu lembro.
Lembranças várias que durante o dia eu tento esquecer.
Primeiro vêm as partes piores.
Depois o consolo e por fim as lembranças boas.
Não são muitas, mas não porque não tenham havido: a memória é que gosta de nos pregar certas peças.
Ainda é ruim, ainda dói, mas a soma é tão boa que me faz conseguir controlar o que sinto.
E, por fim, traduzir numa simples e substanciosa palavra.
Saudade.
Lembranças várias que durante o dia eu tento esquecer.
Primeiro vêm as partes piores.
Depois o consolo e por fim as lembranças boas.
Não são muitas, mas não porque não tenham havido: a memória é que gosta de nos pregar certas peças.
Ainda é ruim, ainda dói, mas a soma é tão boa que me faz conseguir controlar o que sinto.
E, por fim, traduzir numa simples e substanciosa palavra.
Saudade.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Traumas – Parte II
- É, menina, você vai ter que tomar Arnica.
Coisas que têm que ser vividas não podem ser passadas adiante. Se é em nossas mãos que a batata vai cair, não adianta correr - ou lerdar.
-Toma Natrum também, quer?!
O que vai acontecer, a gente já tá cansado de saber. O que falta é ouvir... e acreditar.
-Larga mão de ser crítica.
Crítica Sincera.
-É...tá no sangue!!
Coisas que têm que ser vividas não podem ser passadas adiante. Se é em nossas mãos que a batata vai cair, não adianta correr - ou lerdar.
-Toma Natrum também, quer?!
O que vai acontecer, a gente já tá cansado de saber. O que falta é ouvir... e acreditar.
-Larga mão de ser crítica.
Crítica Sincera.
-É...tá no sangue!!
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Traumas – Parte I
Acho que a gente só se recorda muito bem das coisas que nos traumatizaram.
De outra forma por que eu me lembraria do meu longínquo primeiro dia de aula, lá na época dos meus 5 anos? Por que eu teria essas lembranças tão vivas?
Me refiro a traumas não como coisas ruins, mas como coisas que marcam profundamente. Se para o bem ou para o mal, depende exclusivamente das nossas reações frente à situação.
Eu lá sentadinha e de repente minha mãe sumiu! Logo na hora que eu tinha conseguido relaxar um pouco e até construí uma linda casinha...”- Olha só, mãe, o que eu fiz...” E cadê ela? Cadê ela na hora de ver meu maravilhoso feito?? Muitas e muitas lágrimas...E a professora ainda disse pra eu parar de chorar porque ia dar dor de cabeça em mim e nas outras crianças (que se danem as outras crianças, ora! Eu perdi minha mãe....e ela me deixou no meio de um monte de gente estranha...). Tudo bem, apesar de não ter sido nada bom, eu não a culpo pela sua falta de profissionalismo nesse momento. Ela já tinha tentado várias coisas, mas eu não dava sossego. Disse que eu ia fazer as outras crianças chorarem também...e estava todo mundo calminho, feliz, brincando. [Agora estou pensando uma coisa...Por que raios eles estavam bem? Não era o primeiro dia de aula deles também não? Estranho...talvez eles tivessem feito maternal...mas eu já entrei no primeiro período, apressada como só eu!] Minha mãe, sem nem saber, inaugurou nesse dia um medo em mim. Como eu vou confiar nas pessoas sabendo que se eu olhar pro outro lado, quando eu voltar a cabeça elas podem ter sumido? Se minha mãe, a pessoa em que eu mais confio fez isso...qualquer um pode fazer também.
Depois tem também o episódio do feijão. Eu não gostava de jeito nenhum de comer aquela coisa horrorosa cheia de caroços...só o caldo ainda passava...com desagrado, mas passava. Meus irmãos, bem mais velhos do que eu estavam na adolescência, época de espinhas. Como eu sempre quis estar mais perto deles, me sentir mais igual, mais irmã mesmo, eu decidi que queria ter espinhas também. (Pobre de mim!) Minha mãe, muito espertamente, resolveu unir as duas coisas:
“- Minha filha, feijão dá espinha, principalmente os caroços. Você não quer ter espinhas? Então coma feijão!” E lá fui eu, ingenuamente pra variar, comer o tal do feijão. E nada das espinhas aparecerem. Mas...sem problemas também, com o tempo eu até aprendi a gostar do tal do feijão (esse foi o lado bom). O lado ruim mesmo foi quando minha mãe me julgou mais esperta do que eu era. Acho que ela pensou que eu não tinha acreditado naquela história absurda...Então, sem ver nenhum problema em falar isso na minha frente, contou pra minha tia como tinha feito pra eu começar a comer feijão. E ainda falou caçoando de mim, vê se pode?!! Mas também...com razão! Que tipo de pessoa acreditaria nisso? Eu. Eu criança então....acreditei mais ainda. Vindo da minha mãe....acabou, era mais do que se Deus se materializasse e falasse comigo. (Mesmo ela tendo me abandonado na escolinha. Ela me buscou depois e a gente fez as pases!) Ela mentiu pra mim, me enganou...Ai ai! Mais um medinho pra lista?!!
Eu fiquei pensando nisso hoje depois de uma conversa sobre o primeiro dia de aula das crianças. O que fazer, como proceder... [”- Deixa uma coisa sua com ela, aí ela sabe que você vai voltar pra pegar!” “- Nossa, então vou deixar a chave...” “- Nada, deixa uma calcinha!!”(risos)] Que coisa, as crianças acham que vão ser abandonadas pelas mães... Eu não sei se eu pensei isso. Mas eu estava no meio de um monte de gente que eu nunca tinha visto antes, um monte de gente que ficava sorrindo pra mim, querendo que eu gostasse deles. Eu sei que insisti pra ir pra aula, mas era também por que meus irmãos iam...Será que não dava pra eu ir com eles não?! “Esse lugar estranho, mãe? Você nem conhece eles direito e vai me largar aqui assim? Depois de me falar tanto pra não conversar com estranhos nem ficar sozinha em lugares que eu não conhecesse?!” Assim a educação vai toda mesmo por água abaixo! A gente geralmente esquece que as crianças estão descobrindo o mundo e que qualquer coisa que escutarem será a verdade eterna. Até que alguém, covardemente, desvende um mentiroso confiável e as faça perder o chão.
*Para deixar bem claro, apesar de não concordar com algumas coisas na minha educação - como qualquer um, aliás -, eu continuo amando minha mãe, e esses traumas contribuíram para que eu fosse o que sou, seja isso bom ou ruim. O fato é que não sei se eu, no lugar dela faria melhor, nem mesmo se faria diferente. Fato mesmo é que mãe é mãe...e mesmo fazendo milhares de coisas erradas, a gente continua amando. (Essa fala é para os filhos e não para as mães de repente acharem que podem fazer qualquer coisa!!). Mãe, te amo! =D
De outra forma por que eu me lembraria do meu longínquo primeiro dia de aula, lá na época dos meus 5 anos? Por que eu teria essas lembranças tão vivas?
Me refiro a traumas não como coisas ruins, mas como coisas que marcam profundamente. Se para o bem ou para o mal, depende exclusivamente das nossas reações frente à situação.
Eu lá sentadinha e de repente minha mãe sumiu! Logo na hora que eu tinha conseguido relaxar um pouco e até construí uma linda casinha...”- Olha só, mãe, o que eu fiz...” E cadê ela? Cadê ela na hora de ver meu maravilhoso feito?? Muitas e muitas lágrimas...E a professora ainda disse pra eu parar de chorar porque ia dar dor de cabeça em mim e nas outras crianças (que se danem as outras crianças, ora! Eu perdi minha mãe....e ela me deixou no meio de um monte de gente estranha...). Tudo bem, apesar de não ter sido nada bom, eu não a culpo pela sua falta de profissionalismo nesse momento. Ela já tinha tentado várias coisas, mas eu não dava sossego. Disse que eu ia fazer as outras crianças chorarem também...e estava todo mundo calminho, feliz, brincando. [Agora estou pensando uma coisa...Por que raios eles estavam bem? Não era o primeiro dia de aula deles também não? Estranho...talvez eles tivessem feito maternal...mas eu já entrei no primeiro período, apressada como só eu!] Minha mãe, sem nem saber, inaugurou nesse dia um medo em mim. Como eu vou confiar nas pessoas sabendo que se eu olhar pro outro lado, quando eu voltar a cabeça elas podem ter sumido? Se minha mãe, a pessoa em que eu mais confio fez isso...qualquer um pode fazer também.
Depois tem também o episódio do feijão. Eu não gostava de jeito nenhum de comer aquela coisa horrorosa cheia de caroços...só o caldo ainda passava...com desagrado, mas passava. Meus irmãos, bem mais velhos do que eu estavam na adolescência, época de espinhas. Como eu sempre quis estar mais perto deles, me sentir mais igual, mais irmã mesmo, eu decidi que queria ter espinhas também. (Pobre de mim!) Minha mãe, muito espertamente, resolveu unir as duas coisas:
“- Minha filha, feijão dá espinha, principalmente os caroços. Você não quer ter espinhas? Então coma feijão!” E lá fui eu, ingenuamente pra variar, comer o tal do feijão. E nada das espinhas aparecerem. Mas...sem problemas também, com o tempo eu até aprendi a gostar do tal do feijão (esse foi o lado bom). O lado ruim mesmo foi quando minha mãe me julgou mais esperta do que eu era. Acho que ela pensou que eu não tinha acreditado naquela história absurda...Então, sem ver nenhum problema em falar isso na minha frente, contou pra minha tia como tinha feito pra eu começar a comer feijão. E ainda falou caçoando de mim, vê se pode?!! Mas também...com razão! Que tipo de pessoa acreditaria nisso? Eu. Eu criança então....acreditei mais ainda. Vindo da minha mãe....acabou, era mais do que se Deus se materializasse e falasse comigo. (Mesmo ela tendo me abandonado na escolinha. Ela me buscou depois e a gente fez as pases!) Ela mentiu pra mim, me enganou...Ai ai! Mais um medinho pra lista?!!
Eu fiquei pensando nisso hoje depois de uma conversa sobre o primeiro dia de aula das crianças. O que fazer, como proceder... [”- Deixa uma coisa sua com ela, aí ela sabe que você vai voltar pra pegar!” “- Nossa, então vou deixar a chave...” “- Nada, deixa uma calcinha!!”(risos)] Que coisa, as crianças acham que vão ser abandonadas pelas mães... Eu não sei se eu pensei isso. Mas eu estava no meio de um monte de gente que eu nunca tinha visto antes, um monte de gente que ficava sorrindo pra mim, querendo que eu gostasse deles. Eu sei que insisti pra ir pra aula, mas era também por que meus irmãos iam...Será que não dava pra eu ir com eles não?! “Esse lugar estranho, mãe? Você nem conhece eles direito e vai me largar aqui assim? Depois de me falar tanto pra não conversar com estranhos nem ficar sozinha em lugares que eu não conhecesse?!” Assim a educação vai toda mesmo por água abaixo! A gente geralmente esquece que as crianças estão descobrindo o mundo e que qualquer coisa que escutarem será a verdade eterna. Até que alguém, covardemente, desvende um mentiroso confiável e as faça perder o chão.
*Para deixar bem claro, apesar de não concordar com algumas coisas na minha educação - como qualquer um, aliás -, eu continuo amando minha mãe, e esses traumas contribuíram para que eu fosse o que sou, seja isso bom ou ruim. O fato é que não sei se eu, no lugar dela faria melhor, nem mesmo se faria diferente. Fato mesmo é que mãe é mãe...e mesmo fazendo milhares de coisas erradas, a gente continua amando. (Essa fala é para os filhos e não para as mães de repente acharem que podem fazer qualquer coisa!!). Mãe, te amo! =D
30.01.09
Eu sou seu joguinho preferido, certo?
E então quer dizer que você pode me pegar e jogar de um lado pro outro? Você quer ver o quanto o material é forte e aguenta impactos?
O quê, afinal, você pretende me botando à prova dessa maneira?
Quer que eu canse ou, ao contrário, quer que eu me envolva? Quem foi que contou que eu prefiro as dificuldades?
Cuidado!! Nem todo brinquedinho, por mais resistente que seja, pode molhar.
E então quer dizer que você pode me pegar e jogar de um lado pro outro? Você quer ver o quanto o material é forte e aguenta impactos?
O quê, afinal, você pretende me botando à prova dessa maneira?
Quer que eu canse ou, ao contrário, quer que eu me envolva? Quem foi que contou que eu prefiro as dificuldades?
Cuidado!! Nem todo brinquedinho, por mais resistente que seja, pode molhar.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Sobre diabos e cores
Eu escrevo para expurgar o que há de ruim em mim.
Escrevo para expulsar os diabos que em mim habitam.
Escrevo procurando encontrar o que há de bom.
Escrevo pra criar algo que possa ser bom.
Mas às vezes a arte não tem bom nem ruim. Ela apenas existe.
A arte habita em cada um.
E a arte é o diabo que mora dentro de todos.
Alguns expurgam. Outros expulsam.
Expressam o diabo artístico que pulsa e empurra a manivela que gira o mundo.
A arte - não o diabo - faz o mundo girar a partir de seus piores pecados, piores criações. Piores poemas, encenações, pinturas e canções.
Quando o mundo descobrir a beleza que há no seu lixo, esses diabos conseguirão, enfim, habitar o lugar que merecem na expurgação natural de cada um.
Expulse os diabos que em ti estão.
Viva a arte que explode em seu corpo.
Escrevo para expulsar os diabos que em mim habitam.
Escrevo procurando encontrar o que há de bom.
Escrevo pra criar algo que possa ser bom.
Mas às vezes a arte não tem bom nem ruim. Ela apenas existe.
A arte habita em cada um.
E a arte é o diabo que mora dentro de todos.
Alguns expurgam. Outros expulsam.
Expressam o diabo artístico que pulsa e empurra a manivela que gira o mundo.
A arte - não o diabo - faz o mundo girar a partir de seus piores pecados, piores criações. Piores poemas, encenações, pinturas e canções.
Quando o mundo descobrir a beleza que há no seu lixo, esses diabos conseguirão, enfim, habitar o lugar que merecem na expurgação natural de cada um.
Expulse os diabos que em ti estão.
Viva a arte que explode em seu corpo.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Sapos
Depois disso, num restaurante...
Cliente: -Amigo, me vê aí uma meia dúzia de sapos!
Garçom (meio sem jeito): -Bem...creio que não convenha, senhor, eles estão vencidos.
Cliente: -Ah! Mas não é problema! Traga-os mesmo assim.
Garçom: -Mas, senhor...
Cliente: - Querido, eu insisto. Traga-os e sente-se comigo.
Garçom (desconcertado): - Creio que não seria possível, senhor.
Cliente: -Não se preocupe! Não é preciso que você os engula comigo...
Garçom: -Mesmo assim.
Cliente (continuando): -Basta que sente-se e me faça companhia. Já seria excelente! Aproveite e me traga também um suco de laranja para ajudar a descer.
Garçom (levemente atordoado): Sim, sim. É pra já, então...
Cliente: -Amigo, me vê aí uma meia dúzia de sapos!
Garçom (meio sem jeito): -Bem...creio que não convenha, senhor, eles estão vencidos.
Cliente: -Ah! Mas não é problema! Traga-os mesmo assim.
Garçom: -Mas, senhor...
Cliente: - Querido, eu insisto. Traga-os e sente-se comigo.
Garçom (desconcertado): - Creio que não seria possível, senhor.
Cliente: -Não se preocupe! Não é preciso que você os engula comigo...
Garçom: -Mesmo assim.
Cliente (continuando): -Basta que sente-se e me faça companhia. Já seria excelente! Aproveite e me traga também um suco de laranja para ajudar a descer.
Garçom (levemente atordoado): Sim, sim. É pra já, então...
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Go play and have fun!
Engraçado.
Eu já passei por tanta fase na minha vida que é até divertido. E o pior é que não é exatamente fácil separar cada uma. Elas se misturam tanto que no fim parece que minha vida inteira é uma fase só. E se eu precisasse entitulá-la, se chamaria: "Tudo ao mesmo tempo agora". Sim, porque dentro dessa fase maluca não há respeito pela gradatividade na dificuldade. O chefão chega já na no começo, alopra tudo e fica no cantinho só observando. Sempre que ele acha que eu estou seguindo bem e conseguindo pegar maçãzinhas de bônus e vidas extras ele vem me atormentar novamente. O gráfico de dificuldade sobe e desce com tanta facilidade quanto uma montanha russa invertida com loopings vertiginosos. Fases.
Fases da lua. Fases do ano. Fases da vida. Vida em fases.
Fase atual: vida.
Viver não é o bastante. Há que se inventar competições e jogos.
Competir não é o bastante. Viver já foi mais do que esperar o próximo desafio.
............
(reticências extras como bônus pelo recorde alcançado)
Eu já passei por tanta fase na minha vida que é até divertido. E o pior é que não é exatamente fácil separar cada uma. Elas se misturam tanto que no fim parece que minha vida inteira é uma fase só. E se eu precisasse entitulá-la, se chamaria: "Tudo ao mesmo tempo agora". Sim, porque dentro dessa fase maluca não há respeito pela gradatividade na dificuldade. O chefão chega já na no começo, alopra tudo e fica no cantinho só observando. Sempre que ele acha que eu estou seguindo bem e conseguindo pegar maçãzinhas de bônus e vidas extras ele vem me atormentar novamente. O gráfico de dificuldade sobe e desce com tanta facilidade quanto uma montanha russa invertida com loopings vertiginosos. Fases.
Fases da lua. Fases do ano. Fases da vida. Vida em fases.
Fase atual: vida.
Viver não é o bastante. Há que se inventar competições e jogos.
Competir não é o bastante. Viver já foi mais do que esperar o próximo desafio.
............
(reticências extras como bônus pelo recorde alcançado)
Será que é cenário a casa da atriz?
A minha casa é a casa dos 'ex'. Do pretério imperfeito.
Sim.
O quarto da minha irmã era dela. Agora é seu ex-quarto e atual quarto dos gatos. (pois é...!)
No mesmo dia meu quarto passou a ser meu ex-quarto e atual quarto meu e da minha irmã. Não sendo bastante, este cômodo já acomodado (que péssimo trocadilho!) com mudanças passaria a ser meu, da minha irmã e da minha vó.
Tudo bem, ok! Chega de mudanças, não é?
Não...não é. Não foi.
E agora não bastasse meu quarto ser meu ex-quarto, ele também é o ex-quarto da minha irmã e o ex-futuro-quarto da minha vó.
Onde eu vivo agora? No ex-quarto dos meus pais. E aquele que nem se lembra mais que um dia já foi meu, acrescentou meus pais a sua lista de moradores.
Mas que confusão!
Eu durmo neste, mas minhas roupas estão nesse e eu ainda roubo roupas da minha irmã naquele...
Por fim, chego a uma conclusão:
Meu quarto todo é minha casa toda.
Ah! Que legal! Eu tenho uma geladeira e um fogão no meu quarto!
Uhu! Agora eu tô feliz...
...
[indignações reticentes]
Sim.
O quarto da minha irmã era dela. Agora é seu ex-quarto e atual quarto dos gatos. (pois é...!)
No mesmo dia meu quarto passou a ser meu ex-quarto e atual quarto meu e da minha irmã. Não sendo bastante, este cômodo já acomodado (que péssimo trocadilho!) com mudanças passaria a ser meu, da minha irmã e da minha vó.
Tudo bem, ok! Chega de mudanças, não é?
Não...não é. Não foi.
E agora não bastasse meu quarto ser meu ex-quarto, ele também é o ex-quarto da minha irmã e o ex-futuro-quarto da minha vó.
Onde eu vivo agora? No ex-quarto dos meus pais. E aquele que nem se lembra mais que um dia já foi meu, acrescentou meus pais a sua lista de moradores.
Mas que confusão!
Eu durmo neste, mas minhas roupas estão nesse e eu ainda roubo roupas da minha irmã naquele...
Por fim, chego a uma conclusão:
Meu quarto todo é minha casa toda.
Ah! Que legal! Eu tenho uma geladeira e um fogão no meu quarto!
Uhu! Agora eu tô feliz...
...
[indignações reticentes]
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