domingo, 2 de maio de 2010

Desentendimentos, coincidências e inconsciente coletivo

Um dia eu entendi errado um exercício para uma aula de teatro. E organizei um texto que seria apresentado com uma cena que eu não faço a menor ideia de como seria!

Mas o texto, que mistura Ricardo Reis, Carlos Drumond de Andrade e Eugene Ionesco é esse:


          A realidade é sempre mais ou menos do que nós queremos. Só nós somos sempre iguais a nós próprios.
Os deuses são deuses porque não se pensam.
          A cada dia que vivo mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, na força que não usamos ou na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento perdemos também a felicidade.
          Por isso, eu vou contar uma piada: "A raposa e a serpente". Certa vez uma serpente aproximando-se de uma raposa disse-lhe: "Parece-me que já a conheço". A raposa respondeu: "A mim também". "Então", disse a serpente, "me dá dinheiro". "Raposa não dá dinheiro" respondeu o ousado animal que para escapar pulou num vale profundo cheio de pés de framboesa e mel de galinha. A serpente já estava esperando, rindo com um sorriso mefistofélico. A raposa puxou a faca urrando: "Eu vou te ensinar a viver" Depois fugiu, virando as costas. Não conseguiu, a serpente foi mais esperta. Com um soco bem dado bateu na raposa, bem no meio da testa que se quebrou em mil pedaços, gritando: "Não, não! Quatro vezes não! Eu não sou sua filha!"




[Acho que a cena ia ser bem absurda!]















Só pra constar...o FireFox não é uma raposa numa queimada. É um panda vermelho, esse simpático aí do lado.

sábado, 1 de maio de 2010

Estive pensando sobre como as coisas são efêmeras e sobre como a vida de repente nos surpreende e faz com que toda imaginação se torne lembrança.
Tem gente de mais falando coisas de mais. Muitas formas de expressão, poucas pessoas se entendendo realmente.
Clichês.
Eu uso clichês para explicar o que sinto. As pessoas estão cansadas de ouvir as palavras que digo. Mas talvez nunca tenham parado pra pensar no significado delas...
Eu escuto os clichês a que me submetem. Mas confesso não entender muito.

Será que o mundo só faz sentido pra cada um?

[Pensando em partilhar minhas visões, mas achando impossível que alguém possa compreendê-las realmente. Profundamente. Claramente.]


A foto é de Tiago da Arcela de Souza.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

por Carpinejar

"A mulher não decide tudo de uma vez, mas nunca deixa de decidir.

Segue a vida por capítulos. Acompanhar seu raciocínio é entender que o dia de hoje será completado amanhã. Atende outro calendário, talvez o dos maias ou dos incas. Não arrisque bebê-la de um gole. Muito menos lento demais.

Não é como o homem que toma atitudes definitivas a cada manhã para sofrer em seguida e remoer o orgulho em silêncio. Ele não pretende justificar suas escolhas. A mulher não cansa de explicar para desvendar novos motivos.
(...)"



Leia o texto completo em:

http://carpinejar.blogspot.com/2010/04/despretensiosa-blusa-azul.html

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Corrigindo o mundo

Existe um objeto muito prático inventado pelo homem
que consiste em dois pedaços de vidro, de formato à escolha,
unidos por um pedaço de metal (às vezes plástico ou outros) de cor à escolha
que se encaixam perfeitamente sobre o nariz e as orelhas,
bem em frente aos olhos.

Alguns chamam de óculos.

Hoje eu preferi chamar apenas de amor!

[Atrás dessa lente também bate um coração!]

domingo, 28 de março de 2010

Tem muita coisa que eu queria falar.

Mas, pra variar, as palavras me faltam exatamente nesses momentos.
















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Douglas Adams, Caetano Veloso, Barthes, Dog Days e Pesa-nervos, Vivendo com a Telenovela, PCSiqueira, Quebranto (foto)

E um desejo inexplicável de explicar tudo.

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segunda-feira, 22 de março de 2010

Aquele "e meio" que todos pareceram querer adotar

Uma conversa,
Duas pessoas. Uma troca velada
de verdades absolutas sobre o nada.
Não existe nada ali.
Não que os dois saibam.
Mas eles sabem.
Entendem-se no desentendimento que provocam no outro.

[Tudo isso só acontece porque é baseado em impossibilidades]

quinta-feira, 11 de março de 2010

Google it -


Você não tem profissão,
não tem escola.
Nem mesmo desempregado você é.
[Já achei que era padre, mas passou]
Acho que nem rosto você tem mais.

Não tem amigos, comunidades, orkut, twitter
Vida social nem virtual.
Você não mora nem esconde...
Quer saber? Acho que você só existe quando é carnaval...

Sai logo da minha imaginação
porque se o indiscreto do google não te conhece,
ninguém mais poderia.
-Alucinação!

["Vai embora da minha cabeça, abuse do perfume, vista essa roupa, penteia esse cabelo só pra te estragar" - Graveola]

quinta-feira, 4 de março de 2010

;

Algumas vezes as pessoas tendem a fazer o que a gente não espera ou não quer que elas façam.
Acontece.
Pessoas diferentes pensam diferentemente, e isso é ótimo!

Mas isso também pode machucar, além de surpreender.

Conclusões do dia:
-Não esperar das pessoas o que a gente faria por elas.
-Namoro é para os outros. Amor que é pra gente.
-Quando a gente está seguro da vida, nada pode abalar nossas vontades.
-As coisas nem sempre estão perdidas quando parece que sim.

[Just dance, gonna be okay!]