Namorar uma atriz é lindo. Até que ela seja atriz.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
domingo, 19 de maio de 2013
Diz se é perigoso a gente ser feliz
"And though she feels as if she's in a play. She is anyway."
We're always in a play. I'd rather be in a play all the time. In a play we always know how it ends:
The audience goes. The curtain falls. We clean up our make up and go home.
Sometimes we go drunk before we go home.
And in the day after, there we go again. The same texts, same words, same make up, same costume, another audience. Another play, but still the same. We always know how it ends.
"Olha! Será que é uma estrela, será que é mentira, será que é comédia, será que é divina a vida da atriz?"
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Mil quereres
Eu não precisei que você se casasse para que a vontade, aquela velha companheira, fosse embora.
Muito pelo contrário.
Eu não sei da sua vida. Não sei do seu destino. Não sei dos seus planos (se é que você tem algum). É bonito viver sem planejar a longo prazo. Dá uma sensação de liberdade, de desprendimento. Mas a verdade é que isso é pura insegurança e imaturidade. Chega um dia em que é preciso planejar. Se não planejar, pelo menos querer.
É preciso parar e pensar: Ano que vem eu quero estar em Londres. Sentada num café, conversando em inglês com um alemão aleatório que também estará por lá. Daqui a três anos quero estar morando na rua, porque quero sair de casa e ser uma homeless fazendo mochilão pelo Brasil (uma pena que irão me prender por vadiagem).
Isso não significa que estarei em Londres ano que vem. Mas significa que até lá, minha vida será direcionada pra isso pois foi o que eu decidi. Três anos é muito tempo pra fazer escolhas? Tudo bem, comece querendo para daqui a uma semana. Tudo se ajeita.
Não se pode querer que a vida faça tudo sozinha. Algumas horas teremos que fazer escolhas ou perderemos oportunidades.
Quando estava prestes a me formar na faculdade, alguns amigos me perguntavam o que eu pretendia fazer depois de formada e, de pronto, eu respondia "não sei, por enquanto eu estou pensando em formar, depois penso no 'o que fazer depois de formar'". Eu, inocente, não sabia que estava completamente equivocada nos meus pensamentos. Talvez não pensasse diferente se fosse hoje - quem já passou pelo stress de fazer um TCC sabe o desespero que dá e que é difícil pensar só nele, quanto mais nele e em seu futuro-, mas a verdade é que agora que formei me vi meio sem perspectivas imediatas porque o planejamento de agora deveria ter sido feito quando eu estava imersa em espetáculos e artigos.
Não sei viver sem planejar, sem criar expectativas, essa é que é a verdade. Anos atrás eu cheguei a dizer que "até de uma árvore a gente espera algumas coisas. Minha expectativa em relação a ela é que ela fique ali, paradinha. No máximo balance um pouquinho com o vento" Não existe "não criar expectativas em relação a alguma coisa". Não existe.
E eu criei. Já criei várias expectativas nessa vida, em relação a várias coisas e pessoas. Não me arrependo e vivo de expectativa em expectativa e de querer em querer pra que eu consiga realizar as minhas coisas.
O bom disso é que, aos poucos, a gente aprende onde deve depositar os quereres mais importantes. E do quê eles devem ser protegidos.
E eu querendo querer-te sem ter fim / E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há, e do que não há em mim
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Eu já esperava um não.
Quero dizer, eu esperava um não. Eu não esperava o silêncio.
Mas é um erro comum, eu sempre espero mais de você do que o que eu deveria.
Eu esperei mais agora, quase como uma última esperança, ou último suspiro...
Mas foi menos tristeza do que dó. Foi mais alívio do que pesar.
Era isso então, um resumo. Um resumo do que eu deveria ter esperado todo o tempo.
Uno baccio.
domingo, 30 de dezembro de 2012
Casal de amigos
Ela o deixou por outro menos ativista político, nem por isso menos consciente.
Ele a deixou por alguém muito melhor, não que isso fosse muito difícil.
Ela arranjou alguém mais bonito.
Ele arranjou alguém mais calma, menos dissimulada.
Ele ainda não conseguiu se apaixonar por homem.
Ela faz alguns homens se apaixonarem.
Ele é inteligente, viajou um pedaço do mundo, fala línguas.
Ela é bonita, por dentro também. Tem um ar quase inocente. Mas de verdade.
Um casal bonito, afinal....
Ele a deixou por alguém muito melhor, não que isso fosse muito difícil.
Ela arranjou alguém mais bonito.
Ele arranjou alguém mais calma, menos dissimulada.
Ele ainda não conseguiu se apaixonar por homem.
Ela faz alguns homens se apaixonarem.
Ele é inteligente, viajou um pedaço do mundo, fala línguas.
Ela é bonita, por dentro também. Tem um ar quase inocente. Mas de verdade.
Um casal bonito, afinal....
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
De malas na mão
Um dia eu disse "você achou que eu ia ficar nessa pra sempre?!" como quem estava com as malas na mão e partia para nunca mais voltar.
Não tem muito tempo.
E cá estou eu de volta ao começo.
Passei pelo começo, passei pelo fim, passeei por uns caminhos afins mas nunca me distanciei o suficiente desse ponto de partida.
Nunca me desliguei de verdade desse caminho que às vezes parece sem volta.
Em dias como hoje eu penso se realmente esse caminho tem saída e repenso minha atitude de esperar que ele vá me levar pr'aquele outro lugar que a gente decorou.
Não deve ser tão difícil assim, afinal.
Juntos fizemos o quarto, escolhemos os edredons e as toalhas. Não chegamos a comprar talheres, dava pra comer com a mão. Não compramos panelas também...o telefone da pizzaria estava pregado na geladeira. O sofá, a televisão, o tapete e toda a mobília que iria receber os amigos, compramos de segunda mão. Não fazia mal porque a cama-box era nova. E era só nossa.
A casa está pronta. Erguida. Vez ou outra alguma parede cai, mas não demora e construímos outra. Já nos acostumamos. Se um quer destruir a casa o outro, de pronto, corre a reconstruí-la. A casa está pronta mas está vazia.
Até quando?
Isso é o que me pergunto... Até quando ficaremos nesse joguinho barato?
É o que eu te pergunto.
Não tem muito tempo.
E cá estou eu de volta ao começo.
Passei pelo começo, passei pelo fim, passeei por uns caminhos afins mas nunca me distanciei o suficiente desse ponto de partida.
Nunca me desliguei de verdade desse caminho que às vezes parece sem volta.
Em dias como hoje eu penso se realmente esse caminho tem saída e repenso minha atitude de esperar que ele vá me levar pr'aquele outro lugar que a gente decorou.
Não deve ser tão difícil assim, afinal.
Juntos fizemos o quarto, escolhemos os edredons e as toalhas. Não chegamos a comprar talheres, dava pra comer com a mão. Não compramos panelas também...o telefone da pizzaria estava pregado na geladeira. O sofá, a televisão, o tapete e toda a mobília que iria receber os amigos, compramos de segunda mão. Não fazia mal porque a cama-box era nova. E era só nossa.
A casa está pronta. Erguida. Vez ou outra alguma parede cai, mas não demora e construímos outra. Já nos acostumamos. Se um quer destruir a casa o outro, de pronto, corre a reconstruí-la. A casa está pronta mas está vazia.
Até quando?
Isso é o que me pergunto... Até quando ficaremos nesse joguinho barato?
É o que eu te pergunto.
Parada. Na minha frente abrem-se caminhos, possibilidades, quereres. Não sei mais até quando terei forças ou vontades de continuar parada. O tempo corre a minha volta e eu desaprendi a dizer não.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
aquilo tudo que todo mundo era
um dia cinza que pareceu ser chuva. o dia disse o dia inteiro que seria água. Não cumpriu.
Não cumprimos o que propomos. Não cumprimos o que nos propomos.
Não sabemos nem mesmo quem somos.
Esse tempo todo e ainda não aprendemos....."seria cômico se não fosse comigo"
Já é um bom tempo, em outras datas como essa eu disse que não queria mais, que não podia mais. Não aguentei.
Não que tenha sido completamente agradável aguentar. Talvez seria bem mais difícil, se os dias estivessem condensados.
Podemos. Eu posso. Estou esperando que você venha, me dê a mão, me diga que agora a gente já não tinha medo. Não sei se você vem. Não sei se você está me vendo estender a mão.
Acho que vê.
Será que você pensa em mim com a mesma frequência com que eu acho que você pensa?
Eu te conheço.
Não. Nem um pouco.
Bobagem minha achar que já.
- Isso não é pra agora, menina...aproveita o que ainda há. Aproveita os jás que a vida tem te dado.
Muito engraçada mesmo essa tal de vida. Só dá opções quando já fizemos nossa escolha.
domingo, 11 de novembro de 2012
~exercise~ [acho que o final devia ser outro]
- Pois não, senhor? De que se trata?
- Biscoitos, senhorita! Trago biscoitos.
- Ah sim, mas eu não posso comê-los agora. Meu trem já vai
partir e além do mais minha mãe não me deixa comer fora de hora.
- Basta guardar para depois, então. Estão deliciosos!
- Garanto que sim! Vejo pela satisfação do senhor, mas mamãe
realmente não permitiria. Mesmo que eu os guardasse. Não gosta que eu coma
doces.
- Então façamos o seguinte: você a pede e veremos a
resposta. Caso seja não, não volto a importunar-te, prometo.
- (a expressão da menina muda completamente) Não será
possível, senhor.
- Pois deixe de bobeira...eu mesmo a perguntarei, caso
desejes. A não ser que não queira provar de meus deliciosos biscoitos!
- De jeito nenhum, eu adoraria prova-los mas o senhor não
entende, não será possível. Desculpe.
- Eu mesmo a oferecerei, está decidido! Como é o nome da
ilustre senhora sua mãe?
- (volta a sonhar) É Carlota...
- (interrompe) Pois então, D. Carlota, bom dia (cutuca a
dama ao lado da menina)
- (grita tentando impedi-lo) Senhor não!
- O que há de mais em oferecer biscoitos, garota? É apenas o
meu trabalho...(volta) D. Carlota...
- Senhor, pare! (cochicha) Essa não é a minha mãe. E, por
favor, não nos importune mais.
Ele sai. Na estação outras crianças brincam de pertencer à famílias que não são suas, à viagens que nunca farão.
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